Cuida de Si em dias de falta de tempo: uma Atitude de Amor

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Por : Psicóloga Andréa Marques Leão Doescher (CRP 06/102829)

Nos dias atuais, vivemos sob a batuta das metas a cumprir num tempo cada vez mais escasso, o que gera angústia e sofrimento mental em significativa parte dos brasileiros. Além das atividades profissionais, precisamos inserir ao “ter que” (no imperativo mesmo) se atualizar, especializar, conhecer o novo que se lança a cada momento; o gerir o networking; cuidar da casa, família, amigos etc., e esta lista não para de crescer, enquanto o nosso tempo (um recurso limitado, volátil e valioso) contínua com as mesmas 24h/dia.

Nesse excesso de coisas por fazer, o quanto de tempo dedicamos a nós? Nos passos apressados, ponteiros acelerados e agendas tomadas, quando investimos um tempo para sentir aquilo que nos habita e dar os encaminhamentos necessários; para meditar no curso de nossas vidas e decidir pelas mudanças que nos são necessárias; a conhecer nosso corpo e cuidar deste invólucro do eu? Em que momento nos pertencemos?

As altas prevalências de transtornos mentais apontam: estamos adoecendo pelo excesso do que precisamos dar conta num tic-tac que não comporta. Os transtornos de ansiedade, pânico, depressivos e tantos outros nos apontam um caminho: urge tirar um tempo para cuidar de nós – do nosso corpo que fala através de sintomas, do que sentimos e silenciamos, dos nossos sonhos que lançamos para um tempo distante do qual não podemos garantir que teremos.

Neste contexto, fica a pergunta: o que você tem feito que sinaliza um gesto de amor e cuidado para com você mesmo?

Que você decida pelo amor – investindo seu tempo, também, se ocupando e cuidando de você!