Dor no quadril em mulheres – saiba o que pode ser

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As patologias do quadril tem maior frequência em mulheres, isso porque a bacia é mais larga e a musculatura tende a ser mais fraca. As mulheres na faixa etária entre 50 e 60 anos estão passando por mudanças hormonais na pós-menopausa, período que também ocorrem alterações na elasticidade dos tecidos e a perda de cálcio.
As lesões no quadril podem surgir devido ao avanço da idade e também por movimentos repetitivos de qualquer parte do corpo. Quem pratica alguma atividade física, como corrida, por exemplo, também apresenta mais chances de desenvolver algum problema na região. Entre as possíveis lesões, podemos destacar o Impacto Fêmoroacetabular (IFA).

Impacto Fêmoroacetabular (IFA)

É uma condição em que os ossos da pelve (acetábulo) e do fêmur (colo femoral) adquirem uma alteração de formato, podendo até resultar em uma deformidade, vai depender do grau de comprometimento. Essa alteração provoca um encaixe imperfeito dos ossos, podendo causar danos à articulação. Causas

O IFA acontece devido a uma alteração de formato dos ossos do quadril que podem ser adquiridos quando há instabilidade desta articulação ou por má-formação durante a infância. Alterações na placa de crescimento do quadril em desenvolvimento e alterações biomecânicas nos membros inferiores são consideradas umas das possíveis causas.

Tipos de impacto femoroacetabular

 Cam ou Came

Neste tipo de IFA a cabeça femoral não é esférica e não consegue movimentar-se suavemente na cavidade acetabular. Uma proeminência óssea na cabeça femoral ou até mesmo a falta do assinturamento normal nessa região, causa um impacto na borda acetabular e com isso “tritura” a cartilagem no interior do acetábulo.

 Pinça, Pincer ou Torques

Este tipo de impacto ocorre devido ao excesso de osso na borda acetabular. O labrum pode ser esmagado pelo colo femoral sob a borda proeminente do acetábulo em movimentos de flexão e rotação do quadril.

Sintomas

Dentre os primeiros sintomas do impacto fêmoroacetabular  surgem fisgadas ou travamentos no quadril. Os pacientes apresentam dor inguinal (virilha), sendo associada a dor muscular e/ou tendínea, estando em muitos casos associado a episódios de travamentos da articulação, principalmente quando há uma lesão do labrum acetabular. Uma dor aguda pode ocorrer quando a pessoa faz o movimento de girar o quadril ou agachar, mas, na maioria das vezes, a dor é apenas relacionada a um leve desconforto.

Caso Clínico

A aluna J.P, de 38 anos, procurou o pilates para auxilar no tratamento da patologia (IFA). Ela chegou com quadro de dor crônica e com processo inflamatório agudo. Antes de iniciar as aulas de pilates a fisioterapeuta Zenilda Soares realizou uma avalição para traçar a condutada de tratamento. Nesta avaliação foram identificadas as seguintes alterações:

  • Fraqueza de vários grupos musculares superficiais e estabilizadores;
  • Encurtamento da cadeia posterior;
  • Paravertebrais ativados;
  • cervical assimétrica;
  • protusão de ombros;
  • ombro esquerdo mais elevado que o direito;
  • protusão abdominal;
  • espinha ilíaca superior esquerda mais elevada que a direita;
  • joelho esquerdo mais elevado que o direito;
  • leve rotação de tórax para esquerda

Resultados:

Após 2 meses de pilates, fazendo 3 x por semana ela obteve as seguintes melhoras: na dor, na postura, alongamento, no fortalecimento muscular e na consciência corporal.

Logo abaixo estão as fotos do antes e depois do pilates da aluna J.P.

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